Pesquisa Matéria desse Blog

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025 | 09:18 | 0 Comments

Quem pode doar sangue... um ato de amor

O alto rigor no cumprimento dessas normas visa oferecer segurança e proteção ao receptor e ao doador.

Abaixo estão listados os requisitos básicos e alguns dos principais impedimentos temporários e definitivos para doação de sangue. No entanto, esta lista não esgota os motivos de impedimentos para doação, de forma que outras informações prestadas por você durante a triagem clínica serão consideradas para definir se está apto para doar sangue nesse momento.

Requisitos básicos
» Estar em boas condições de saúde.

» Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização).
» Pesar no mínimo 50kg.
» Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).
» Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
» Apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação do candidato, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).



Impedimentos temporários
» Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas.

» Gravidez
» 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana.
» Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses).
» Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
» Tatuagem / maquiagem definitiva nos últimos 12 meses.
» Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses.
» Qualquer procedimento endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc): aguardar 6 meses.
» Extração dentária (verificar uso de medicação) ou tratamento de canal (verificar medicação): por 7 dias.
» Cirurgia odontológica com anestesia geral: por 4 semanas.
» Acupuntura: se realizada com material descartável: 24 horas; se realizada com laser ou sementes: apto; se realizada com material sem condições de avaliação: aguardar 12 meses.
» Vacina contra gripe: por 48 horas.
» Herpes labial ou genital: apto após desaparecimento total das lesões.
» Herpes Zoster: apto após 6 meses da cura (vírus Varicella Zoster).
» Brasil: estados como Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são locais onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses para doar, após o retorno.
» EUA: quem esteve nesse país deve aguardar 30 dias para doar, após o retorno.
» Europa: quem morou na Europa após 1980, verificar aptidão para doação no (11) 4573-7800.
» Malária: quem esteve em países com alta prevalência de malária deve aguardar 12 meses após o retorno para doar. (critério semelhante ao dos estados brasileiros com prevalência elevada de malária).
» Febre Amarela: quem esteve em região onde há surto da doença deve aguardar 30 dias para doar, após o retorno; se tomou a vacina, deve aguardar 04 semanas; se contraiu a doença, deve aguardar 6 meses após recuperação completa (clínica e laboratorial).

Impedimentos definitivos
» Hepatite após os 11 anos de idade. *

» Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas.
» Uso de drogas ilícitas injetáveis.
» Malária.
* Hepatite após o 11º aniversário: Recusa Definitiva; Hepatite B ou C após ou antes dos 10 anos: Recusa definitiva; Hepatite por Medicamento: apto após a cura e avaliado clinicamente; Hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem.

Confira outros impedimentos à doação no link "Quem não pode doar".

Respeitar os intervalos para doação
» Homens - 60 dias (máximo de 04 doações nos últimos 12 meses).

» Mulheres - 90 dias (máximo de 03 doações nos últimos 12 meses).

Honestidade também salva vidas.
Ao doar sangue, seja sincero na entrevista.

* A Pró-Sangue se preocupa com a segurança das crianças. Se alguma delas vier com você no dia da doação, traga um outro adulto para acompanhá-la.



Receba Noticias em seu WhatsApp
Envie um WhatsApp para 11 98252-7019 para receber notícias em seu celular, ou CLICK AQUI

quinta-feira, 1 de agosto de 2024 | 00:06 | 0 Comments

‘Ausência do estado’ leva igreja a ser instituição mais confiável na capital, dizem moradores



Pesquisa mostra instituição à frente do poder público; situação levanta questionamentos tendo em vista cada vez mais a influência religiosa na política


Crédito: Weslley Galzo/Agência Mural Fachada de igreja na zona leste de SP
Locais que oferecem cursos, serviços e atuam onde há ausência do estado. O que pode parecer uma associação de qualquer região da cidade é, na verdade, como moradores descrevem as igrejas.  

Estes foram alguns dos pontos citados por quem vive nas periferias de São Paulo como motivo para apontar os estabelecimentos religiosos como a instituição que mais contribui para a qualidade de vida na cidade. 

O resultado foi visto na pesquisa “Viver em São Paulo – Qualidade de vida”, realizada pelo Ibope a pedido da Rede Nossa São Paulo, divulgada no dia 23 de janeiro.

Foi a quinta edição e, desde a primeira, em 2008, a igreja ostenta esse título. Em 2019, 22% apontaram essas instituições, seguido da prefeitura com 19% e de empresas que atuam no bairro, com 17%.  

O tema tem levantado discussões, inclusive pelo peso das igrejas na política e de como bancadas ligadas à religião têm conseguido ter influência tanto a nível nacional quanto local.

Frequentadores dessas instituições e especialistas para entender qual a imagem que a religião tem na cidade e porque, uma instituição que não tem relação com o poder público, é considerada a mais importante por quem vive nos bairros da capital.


AJUDA E AUSÊNCIA DO ESTADO

Luciano de Brito Alves Lima, 27, é membro da igreja pentecostal Experiências com o Criador e missionário do Jocum (Jovens com uma missão). Nascido em Tietê, no interior paulista, ele atua em bairros da capital e afirma que e a confiança vem do fato de as igrejas atuarem nos pontos em que o estado é “ausente”. 

“Um dos papeis da igreja é diminuir as injustiças e buscar trabalhar nelas”, afirma. “Quando vemos crianças que estão sem o reforço escolar, que estão em situação de vulnerabilidade, é responsabilidade da igreja estar incomodada e buscar fazer algo em relação a isso”, relata.

“A  igreja é um meio que ajuda muito as pessoas, até mesmo quem não frequenta”, afirma Isabelle Silva de Oliveira, 21, que frequenta desde a infância uma igreja evangélica no Parque do Carmo, na zona leste. Lá, diz ter acompanhado trabalhos sociais desde cedo.

Essa ‘substituição’ de atividades que o estado não oferece ganha peso pela proximidade das instituições com o bairro. Segundo a prefeitura, são 5.779 estabelecimentos no bairro. Reportagem da Folha de S. Paulo aponta que metade deles surgiram nos últimos 25 anos. 


Crédito: Arquivo Pessoal - Familia CZL é formada por grupo da igreja
Essa alta fez com que esses espaços também fossem procurados para vários tipos de atividades, como as culturais. O assistente social Weslley Raí Teixeira Feitosa, 28, por exemplo, aprendeu bateria na igreja que frequenta há três anos – a Somos Um, no distrito de José Bonifácio, zona leste da capital.

Foi ali que passou a fazer parte do grupo de rap cristão nomeado “Família CZL”, no qual é um dos vocalistas. “O intuito do grupo é trazer a palavra para as pessoas que necessitam. Através do rap levamos isto para as outras periferias em ações sociais”, relata.

A mãe de Weslley, Jacira Teixeira Feitosa, 56, que parou os estudos na sexta série do ensino fundamental, voltou a ter aulas de alfabetização em uma igreja católica da região, a Paróquia Santo Agostinho. 

Assim como o filho, ela frequenta uma instituição evangélica, isto não a impediu de estudar em uma igreja de outra doutrina. “Durante as aulas não se fala de religião, é só sobre alfabetização.”

“Acho que esse é o papel das igrejas, abrir as portas não só para cultos. Ser um lugar da sociedade, lugar de refúgio, de escape, não só um lugar de orações, tem que ser um lugar de conhecimento”, diz Weslley Raí Teixeira Feitosa

Ainda no distrito de José Bonifácio, no bairro Parada Quinze, no limite com o distrito de Guaianases, a Igreja Batista Parada XV tem aulas de judô, atendimento de fisioterapia para terceira idade, aulas de música e, em parceria com o CEU Jambeiro, todo sábado de manhã eles realizam treinos de futebol infantil no campo da escola. As ações são bancadas com a doação dos membros à igreja. 

“Aqui a igreja é um ponto de referência no bairro”, afirma o empresário Edilson Pedro Diniz, 46, membro há pelo menos 10 anos da igreja. Ele coordena um projeto com menores infratores da Fundação Casa.

“Temos alguns jovens do judô com chances de serem campeões, hoje são atletas do Corinthians, são federados. Muitos garotos estão sendo tirados da ‘rua’ com estes projetos”, diz o representante comercial Wellington dos Santos Silva, 38. 

“Muitas vezes nas regiões de periferias, nas extremidades, a igreja é a única que tem o respeito”, afirma o auxiliar administrativo Nathan Ribeiro Cardoso da Silva, 20, morador de São Miguel Paulista, na zona leste, e que se denomina deísta(acredita em Deus, mas não nas versões das religiões). 

“Um usuário de drogas, que a polícia – o Estado – trata com truculência, que a iniciativa privada tenta internar, ou simplesmente higienizar a cidade querendo exterminá-los, a igreja chega com o amparo. Esse usuário vai ter o respeito”, comenta.


Crédito: Arquivo Pessoal - Ação de igreja em Itaquera



SINAL VERMELHO

Uma das coordenadoras do estudo foi a urbanista Carol Guimarães, 36, da Rede Nossa São Paulo. Ela afirma que a lacuna criada pela ausência do estado na garantia de equipamentos culturais e de apoio social permite que a igreja atue de forma prática.

Ela adverte que a taxa elevada de menções à igreja na pesquisa “mostra um sinal vermelho” para a sociedade, que ainda precisa ser analisado.

“A igreja dá tanto um apoio social, como cultural e espiritual. Consegue unir vários elementos, especialmente nesses lugares mais vulneráveis”, comenta. Para ela, o caráter “coletivista” da igreja também tem peso em uma cidade como São Paulo. “A igreja cria comunidades, essa rede de apoio”. 

O filósofo e cientista social Daniel Menezes Delfino, 44, estuda o movimento sindical e movimentos sociais desde 2004. Ele afirma que é preciso assinalar que quando se fala em “igreja” é necessário observar as mudanças ao longo dos últimos anos. 

Antes, o papel de prestar serviços nos bairros era cumprido pela igreja católica, muitos ligados a teologia da libertação. “Hoje esses agentes foram substituídos pelas igrejas protestantes neopentecostais, com um discurso muito mais individualista, meritocrático e empreendedorístico, no que é chamado de teologia da prosperidade”, diz o filósofo Daniel Menezes Delfino. 

“Apesar da mudança, é junto a esse setor que a população periférica encontra acolhimento”, completa. 

Além disso, ressalta que o desprestígio de outras instituições como sindicatos, partidos, movimentos sociais e associações de moradores, levou ao quadro de ampliação da relevância das igrejas. 

Daniel explica que ex-integrantes dessas instituições migraram para a busca de cargos eletivos, deixaram de estar presentes organizando as populações na luta por políticas públicas e passaram a estar na condição de gestores dessas políticas. “Ocorre assim um esvaziamento das lutas coletivas, bem como um desprestígio pessoal desses ex-militantes convertidos em gestores e das instituições que dirigiam”, pontua.

“Para que haja uma mudança nesse quadro, seria preciso uma intervenção que trouxesse melhorias materiais concretas, por meio de outros métodos que não os da motivação pela ideia de prosperidade.”

Fonte: Agencia Mural



Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com a gente... Envie um WhatsApp para 11 98252-7019 para receber notícias em seu celular, ou   CLICK AQUI 


A primeira obrigação de um bom pai é respeitar a mãe dos seus filhos

Um bom pai educa. E o faz pelo exemplo. Logo, não há pior modelo para uma criança do que ter um pai que desrespeita a sua mãe.



Um sujeito põe fogo no apartamento em que moram sua ex-mulher e seus dois filhos pequenos. Por um milagre, a mulher com o corpo em chamas, atirada do terceiro andar, escapa viva. Mas as duas crianças, uma menina de dois anos e um menino de três meses, morrem no incêndio. No julgamento do caso, seis anos depois, o assassino quase é absolvido da morte dos bebês. Argumento da defesa: “ele era um bom pai.”

Um amigo advogado me conta o quanto é delicada a situação de uma mulher que tenta, na Justiça, uma medida protetiva contra o marido ou ex-marido que a agride ou ameaça. Quando o casal, ou ex-casal, tem filhos, a dificuldade se torna maior e mais profunda. Sobretudo porque alguém sempre se levanta e diz: “mas você não pode impedir o sujeito de se relacionar com os filhos, afinal, ele é um bom pai!”

Aí é que está. Será mesmo que um “bom pai”, mas um “bom pai”, de verdade, um pai que ama e educa, é capaz de agredir e subjugar a mãe de seus filhos? Alguém acredita mesmo que pagar as contas de uma criança ou tão somente ter ajudado a concebê-la dá a um homem alguma espécie de salvo-conduto para ser dominador e covarde com a mãe dessa criança?

Sem nenhum rodeio, não basta ser correto com os filhos, é preciso ser decente com a mãe deles também. É o mínimo!

Um bom pai educa. E o faz pelo exemplo. Logo, não há pior modelo para uma criança do que ter um pai que desrespeita a sua mãe.


Ainda que esse pai seja um poço de carinhos, afagos e presentes para com os filhos, se, em relação à mãe deles, a sua figura mudar de médico para monstro, se a postura carinhosa com as crianças se tornar a de dominador e violento com a esposa, então esse sujeito não passa de um mentiroso e malfeitor. Simples assim.

É triste, mas, como sociedade, ainda somos coniventes e permissivos com esse comportamento tacanho e criminoso de muitos de nós, homens, em relação a suas mulheres, ainda que “tratem bem” os filhos, o que é apenas uma de suas obrigações. Aliás, a primeira delas é respeitar a mãe dessas crianças.

Um bom pai de verdade é aquele que honra esse dever.

Há mais de um século, os cadernos de Marie Curie continuam radioativos

A cientista Marie Curie, única mulher ganhadora do prêmio Nobel duas vezes, de Física e Química

Os cadernos da cientista Marie Curie, responsável pela descoberta dos elementos químicos polônio e rádio, ainda são radioativos. O longo período de exposição à radioatividade foi fatal para Marie Curie e, mesmo mais de um século depois dos experimentos, os cadernos que ela usava continuam altamente perigosos.

Estamos falando dos cadernos de anotações de Marie Curie, a única mulher que recebeu o prêmio Nobel duas vezes (em 1903, de Física, e 1911, de Química). Junto com seu marido, Pierre, ela descobriu não apenas novos elementos químicos, como também os princípios da Física atômica e a radioatividade.

anotações de Marie Curie ficarão em caixas de chumbo por 1,5 mil anos

Como todos os objetos que estiveram próximos ao casal Curie, os cadernos da cientista podem ser altamente perigosos para o ser humano. O casal descobriu dois elementos químicos: o rádio e o polônio (chamado assim em homenagem à Polônia, país onde a cientista nasceu, em 7 de novembro de 1867). Mas os dois cientistas nunca imaginaram os efeitos nocivos que a radioatividade poderia ter sobre o nosso organismo.