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quinta-feira, 1 de agosto de 2024 | 00:06 | 0 Comments

‘Ausência do estado’ leva igreja a ser instituição mais confiável na capital, dizem moradores



Pesquisa mostra instituição à frente do poder público; situação levanta questionamentos tendo em vista cada vez mais a influência religiosa na política


Crédito: Weslley Galzo/Agência Mural Fachada de igreja na zona leste de SP
Locais que oferecem cursos, serviços e atuam onde há ausência do estado. O que pode parecer uma associação de qualquer região da cidade é, na verdade, como moradores descrevem as igrejas.  

Estes foram alguns dos pontos citados por quem vive nas periferias de São Paulo como motivo para apontar os estabelecimentos religiosos como a instituição que mais contribui para a qualidade de vida na cidade. 

O resultado foi visto na pesquisa “Viver em São Paulo – Qualidade de vida”, realizada pelo Ibope a pedido da Rede Nossa São Paulo, divulgada no dia 23 de janeiro.

Foi a quinta edição e, desde a primeira, em 2008, a igreja ostenta esse título. Em 2019, 22% apontaram essas instituições, seguido da prefeitura com 19% e de empresas que atuam no bairro, com 17%.  

O tema tem levantado discussões, inclusive pelo peso das igrejas na política e de como bancadas ligadas à religião têm conseguido ter influência tanto a nível nacional quanto local.

Frequentadores dessas instituições e especialistas para entender qual a imagem que a religião tem na cidade e porque, uma instituição que não tem relação com o poder público, é considerada a mais importante por quem vive nos bairros da capital.


AJUDA E AUSÊNCIA DO ESTADO

Luciano de Brito Alves Lima, 27, é membro da igreja pentecostal Experiências com o Criador e missionário do Jocum (Jovens com uma missão). Nascido em Tietê, no interior paulista, ele atua em bairros da capital e afirma que e a confiança vem do fato de as igrejas atuarem nos pontos em que o estado é “ausente”. 

“Um dos papeis da igreja é diminuir as injustiças e buscar trabalhar nelas”, afirma. “Quando vemos crianças que estão sem o reforço escolar, que estão em situação de vulnerabilidade, é responsabilidade da igreja estar incomodada e buscar fazer algo em relação a isso”, relata.

“A  igreja é um meio que ajuda muito as pessoas, até mesmo quem não frequenta”, afirma Isabelle Silva de Oliveira, 21, que frequenta desde a infância uma igreja evangélica no Parque do Carmo, na zona leste. Lá, diz ter acompanhado trabalhos sociais desde cedo.

Essa ‘substituição’ de atividades que o estado não oferece ganha peso pela proximidade das instituições com o bairro. Segundo a prefeitura, são 5.779 estabelecimentos no bairro. Reportagem da Folha de S. Paulo aponta que metade deles surgiram nos últimos 25 anos. 


Crédito: Arquivo Pessoal - Familia CZL é formada por grupo da igreja
Essa alta fez com que esses espaços também fossem procurados para vários tipos de atividades, como as culturais. O assistente social Weslley Raí Teixeira Feitosa, 28, por exemplo, aprendeu bateria na igreja que frequenta há três anos – a Somos Um, no distrito de José Bonifácio, zona leste da capital.

Foi ali que passou a fazer parte do grupo de rap cristão nomeado “Família CZL”, no qual é um dos vocalistas. “O intuito do grupo é trazer a palavra para as pessoas que necessitam. Através do rap levamos isto para as outras periferias em ações sociais”, relata.

A mãe de Weslley, Jacira Teixeira Feitosa, 56, que parou os estudos na sexta série do ensino fundamental, voltou a ter aulas de alfabetização em uma igreja católica da região, a Paróquia Santo Agostinho. 

Assim como o filho, ela frequenta uma instituição evangélica, isto não a impediu de estudar em uma igreja de outra doutrina. “Durante as aulas não se fala de religião, é só sobre alfabetização.”

“Acho que esse é o papel das igrejas, abrir as portas não só para cultos. Ser um lugar da sociedade, lugar de refúgio, de escape, não só um lugar de orações, tem que ser um lugar de conhecimento”, diz Weslley Raí Teixeira Feitosa

Ainda no distrito de José Bonifácio, no bairro Parada Quinze, no limite com o distrito de Guaianases, a Igreja Batista Parada XV tem aulas de judô, atendimento de fisioterapia para terceira idade, aulas de música e, em parceria com o CEU Jambeiro, todo sábado de manhã eles realizam treinos de futebol infantil no campo da escola. As ações são bancadas com a doação dos membros à igreja. 

“Aqui a igreja é um ponto de referência no bairro”, afirma o empresário Edilson Pedro Diniz, 46, membro há pelo menos 10 anos da igreja. Ele coordena um projeto com menores infratores da Fundação Casa.

“Temos alguns jovens do judô com chances de serem campeões, hoje são atletas do Corinthians, são federados. Muitos garotos estão sendo tirados da ‘rua’ com estes projetos”, diz o representante comercial Wellington dos Santos Silva, 38. 

“Muitas vezes nas regiões de periferias, nas extremidades, a igreja é a única que tem o respeito”, afirma o auxiliar administrativo Nathan Ribeiro Cardoso da Silva, 20, morador de São Miguel Paulista, na zona leste, e que se denomina deísta(acredita em Deus, mas não nas versões das religiões). 

“Um usuário de drogas, que a polícia – o Estado – trata com truculência, que a iniciativa privada tenta internar, ou simplesmente higienizar a cidade querendo exterminá-los, a igreja chega com o amparo. Esse usuário vai ter o respeito”, comenta.


Crédito: Arquivo Pessoal - Ação de igreja em Itaquera



SINAL VERMELHO

Uma das coordenadoras do estudo foi a urbanista Carol Guimarães, 36, da Rede Nossa São Paulo. Ela afirma que a lacuna criada pela ausência do estado na garantia de equipamentos culturais e de apoio social permite que a igreja atue de forma prática.

Ela adverte que a taxa elevada de menções à igreja na pesquisa “mostra um sinal vermelho” para a sociedade, que ainda precisa ser analisado.

“A igreja dá tanto um apoio social, como cultural e espiritual. Consegue unir vários elementos, especialmente nesses lugares mais vulneráveis”, comenta. Para ela, o caráter “coletivista” da igreja também tem peso em uma cidade como São Paulo. “A igreja cria comunidades, essa rede de apoio”. 

O filósofo e cientista social Daniel Menezes Delfino, 44, estuda o movimento sindical e movimentos sociais desde 2004. Ele afirma que é preciso assinalar que quando se fala em “igreja” é necessário observar as mudanças ao longo dos últimos anos. 

Antes, o papel de prestar serviços nos bairros era cumprido pela igreja católica, muitos ligados a teologia da libertação. “Hoje esses agentes foram substituídos pelas igrejas protestantes neopentecostais, com um discurso muito mais individualista, meritocrático e empreendedorístico, no que é chamado de teologia da prosperidade”, diz o filósofo Daniel Menezes Delfino. 

“Apesar da mudança, é junto a esse setor que a população periférica encontra acolhimento”, completa. 

Além disso, ressalta que o desprestígio de outras instituições como sindicatos, partidos, movimentos sociais e associações de moradores, levou ao quadro de ampliação da relevância das igrejas. 

Daniel explica que ex-integrantes dessas instituições migraram para a busca de cargos eletivos, deixaram de estar presentes organizando as populações na luta por políticas públicas e passaram a estar na condição de gestores dessas políticas. “Ocorre assim um esvaziamento das lutas coletivas, bem como um desprestígio pessoal desses ex-militantes convertidos em gestores e das instituições que dirigiam”, pontua.

“Para que haja uma mudança nesse quadro, seria preciso uma intervenção que trouxesse melhorias materiais concretas, por meio de outros métodos que não os da motivação pela ideia de prosperidade.”

Fonte: Agencia Mural



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A primeira obrigação de um bom pai é respeitar a mãe dos seus filhos

Um bom pai educa. E o faz pelo exemplo. Logo, não há pior modelo para uma criança do que ter um pai que desrespeita a sua mãe.



Um sujeito põe fogo no apartamento em que moram sua ex-mulher e seus dois filhos pequenos. Por um milagre, a mulher com o corpo em chamas, atirada do terceiro andar, escapa viva. Mas as duas crianças, uma menina de dois anos e um menino de três meses, morrem no incêndio. No julgamento do caso, seis anos depois, o assassino quase é absolvido da morte dos bebês. Argumento da defesa: “ele era um bom pai.”

Um amigo advogado me conta o quanto é delicada a situação de uma mulher que tenta, na Justiça, uma medida protetiva contra o marido ou ex-marido que a agride ou ameaça. Quando o casal, ou ex-casal, tem filhos, a dificuldade se torna maior e mais profunda. Sobretudo porque alguém sempre se levanta e diz: “mas você não pode impedir o sujeito de se relacionar com os filhos, afinal, ele é um bom pai!”

Aí é que está. Será mesmo que um “bom pai”, mas um “bom pai”, de verdade, um pai que ama e educa, é capaz de agredir e subjugar a mãe de seus filhos? Alguém acredita mesmo que pagar as contas de uma criança ou tão somente ter ajudado a concebê-la dá a um homem alguma espécie de salvo-conduto para ser dominador e covarde com a mãe dessa criança?

Sem nenhum rodeio, não basta ser correto com os filhos, é preciso ser decente com a mãe deles também. É o mínimo!

Um bom pai educa. E o faz pelo exemplo. Logo, não há pior modelo para uma criança do que ter um pai que desrespeita a sua mãe.


Ainda que esse pai seja um poço de carinhos, afagos e presentes para com os filhos, se, em relação à mãe deles, a sua figura mudar de médico para monstro, se a postura carinhosa com as crianças se tornar a de dominador e violento com a esposa, então esse sujeito não passa de um mentiroso e malfeitor. Simples assim.

É triste, mas, como sociedade, ainda somos coniventes e permissivos com esse comportamento tacanho e criminoso de muitos de nós, homens, em relação a suas mulheres, ainda que “tratem bem” os filhos, o que é apenas uma de suas obrigações. Aliás, a primeira delas é respeitar a mãe dessas crianças.

Um bom pai de verdade é aquele que honra esse dever.

Há mais de um século, os cadernos de Marie Curie continuam radioativos

A cientista Marie Curie, única mulher ganhadora do prêmio Nobel duas vezes, de Física e Química

Os cadernos da cientista Marie Curie, responsável pela descoberta dos elementos químicos polônio e rádio, ainda são radioativos. O longo período de exposição à radioatividade foi fatal para Marie Curie e, mesmo mais de um século depois dos experimentos, os cadernos que ela usava continuam altamente perigosos.

Estamos falando dos cadernos de anotações de Marie Curie, a única mulher que recebeu o prêmio Nobel duas vezes (em 1903, de Física, e 1911, de Química). Junto com seu marido, Pierre, ela descobriu não apenas novos elementos químicos, como também os princípios da Física atômica e a radioatividade.

anotações de Marie Curie ficarão em caixas de chumbo por 1,5 mil anos

Como todos os objetos que estiveram próximos ao casal Curie, os cadernos da cientista podem ser altamente perigosos para o ser humano. O casal descobriu dois elementos químicos: o rádio e o polônio (chamado assim em homenagem à Polônia, país onde a cientista nasceu, em 7 de novembro de 1867). Mas os dois cientistas nunca imaginaram os efeitos nocivos que a radioatividade poderia ter sobre o nosso organismo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023 | 18:47 | 0 Comments

Museu do Homem em Paris



Conheça o Museu do Homem em Paris, que explica a evolução da humanidade e das sociedades do ponto de vista biológico, social e cultural. Inaugurado em 1938, este museu trouxe uma grande discussão a respeito da apreciação das artes primitivas nos centros de arte de Paris. Em 2009, ele foi fechado para uma reestruturação que visou ampliar a abordagem do museu e também apontar um panorama para o futuro da humanidade. Em 2015, ele foi reaberto e com certeza é um passeio imperdível para quem visita a capital francesa.

E se você está planejando viajar para lá, não deixe de conferir também as dicas imperdíveis de como economizar muito na França. São dicas muito boas, que valem a pena, e vão fazer você economizar muito em todo o planejamento da viagem e quando estiver lá. Sua viagem à França vai sair mais barata do que imaginava e você poderá gastar mais para aproveitar ainda mais sua viagem. Agora veja tudo sobre o Museu do Homem em Paris.

História do Museu do Homem
O Museu do Homem surgiu em 1938 e propôs uma inédita apreciação das artes primitivas nos centros de arte de Paris. No local eram exibidas peças da África subsaariana, América pré-colombiana, regiões árticas, Ásia e Oceania. Através da exibição de caveiras, esqueletos, fotos e objetos, a história do homem era contada. Merecem destaque também as exposições temporárias.

Em 1994, a mostra ”Seis bilhões de homens” apresentou os mecanismos do crescimento populacional e insistiu na demonstração da implicação de nossos modos de vida no futuro do planeta. Em 2009, o museu foi fechado para passar por uma reestruturação. Em 2015 ele foi reinaugurado e passou a contar com um estudo mais aprofundado sobre o período contemporâneo e questionar o futuro do homem.

O Palácio de Chaillot
O Museu do Homem se localiza na Ala Passy do palácio de Chaillot, que também abriga outras três instituições culturais, o Museu Marítimo Nacional, a esplanada da liberdade e a dos Direitos Humanos. A atual arquitetura do museu do homem é fruto de um projeto elaborado em 2006, que mistura tradição e inovação. Por trás das fachadas monumentais do histórico edifício que data de 1937, foi construída uma incrível estrutura que privilegia a iluminação natural e conta com um Atrium que é considerado o coração do museu e serve às galerias de exposições temporárias.

O acervo do Museu do Homem
O acervo do museu do homem é composto por cerca de 700.000 objetos que se dividem entre a Galeria do Homem, as exposições temporárias, as coleções, a biblioteca de pesquisa Yvonne Oddon e o espaço reservado para pesquisa e ensino. Entre as peças do acervo estão fotos, esqueletos, crânios e objetos pré-históricos.

Informações sobre o Museu do Homem
Esse incrível museu de paris fica bem no coração da cidade, pertinho da estação do Trocadero. Ele está aberto todos os dias, exceto às terças, das 10h às 18h. E o valor dos ingressos irá depender do tipo de exposição visitada. As coleções permanentes tem entrada de 10 euros, enquanto as coleções permanentes com as exposições temporárias custam apenas 12 euros, menores de 12 anos não pagam.



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